segunda-feira, 13 de abril de 2015

Juventude, escola e trabalho: sentidos da experiência escolar e razões da permanência ou da desistência na educação profissional de nível médio

A pesquisa “Juventude, Escola e Trabalho: sentidos e significados atribuídos à experiência escolar por jovens que buscam a educação profissional técnica de nível médio”foi desenvolvida pelo grupo de pesquisa do Observatório do Ensino Médio da UFPR.


A análise parte de identificação de um quadro severo de abandono da escola, especialmente na última etapa da educação básica. Essa constatação levou a alguns questionamentos que compõem a problemática do campo analisado: Por que os jovens vêem abandonando a escola? Que respostas podemos encontrar para as questões suscitadas por esse quadro de abandono, e, ainda, o que os levaria a permanecer?  Que sentidos e significados os jovens estão atribuindo à escola de modo geral, e à educação profissional técnica de nível médio, em particular, e que se constituem em fatores que podem levá-los a abandonar ou a permanecer na escola? Estaria havendo uma perda de sentido da escola para a juventude, ou seria mais adequado nos referirmos a um deslocamento de significado do processo de escolarização, em direção a questões postas pelo universo juvenil na atualidade?


Acesse parte dos resultados da pesquisa no link:


sábado, 11 de abril de 2015

Em busca de um ensino médio mais próximo dos jovens

Entrevista ao Portal do Professor


Portal do Professor – A reformulação do ensino médio passa pela redução de conteúdos?
Monica Ribeiro – É muito problemático falar que o ensino médio é conteudista. A depender de como, metodologicamente, o conhecimento é trabalhado, pode-se ter uma lista de dois conteúdos e ser conteudista. O que muda a ideia de não ser conteudista é o enfoque que se dá ao conhecimento na escola. Desde que esse conhecimento faça sentido para os jovens e tenha um poder de explicação sobre a realidade, não é o número de conteúdos que vai qualificar o currículo. Não é tirar e diminuir uma lista de conteúdos que vai qualificá-lo. Talvez, fazer isso seja empobrecer a formação de nossos estudantes. Penso que qualificar o tempo de permanência do aluno, e fazer sentido para ele, é que a escola o auxilie a compreender o mundo em que vive. Conteudista é uma lista de conteúdos com base no mero caráter informativo de repasse de informação. O que vem ao caso é saber quais conhecimentos qualificam o tempo de permanência do aluno na escola. Isso significa, ainda, pensar um formato de formação de professores que não seja mera repetição de conceitos, mas pensar quais conhecimentos são relevantes e em que momento são relevantes para aqueles estudantes, em sua situação de vida. Isso não quer dizer abandonar conteúdos, mas priorizar conhecimentos, assegurando o domínio de produção e elaboração desses conhecimentos.
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– Portal do Professor: Já é possível, então, resumir as principais ideias que estão sendo pensadas para um novo ensino médio no Brasil?
Monica Ribeiro – A ideia de um currículo mais integrado, menos fragmentado, que busque superar a fragmentação das disciplinas que não dialogam entre si, aquele isolamento disciplinar – química é química, física é física –, está posta desde a origem das diretrizes curriculares. Outra ideia é o diálogo com os jovens por meio de uma organização do currículo, do conhecimento na escola que leve em consideração as várias juventudes que temos: a negra, a indígena, a do campo, a da cidade, homem, mulher, homossexual, dessa religião, daquela outra. Essas várias cores e esses vários movimentos de jovens não podem ser estranhos ao currículo que a escola oferece. Ou esses jovens se veem representados no que a escola oferece ou a escola não faz sentido para eles. Esse é um elemento que já nas diretrizes curriculares, na resolução do Conselho Nacional da Educação, no ProEMI, na discussão do pacto do ensino médio. É uma escola que busca acolher esses jovens e pensar em um conhecimento que, de fato, seja dirigido a eles, não ao contrário. Uma perspectiva de escola que não seja meramente preparatória para o vestibular. Essa é outra ideia. O ensino médio precisa fazer sentido nele mesmo. É a última etapa da educação básica, não pode ser antessala da universidade. É educação, não cursinho preparatório para o mercado e para a educação superior. Essa foi a tradição do ensino médio.



 Acesse a entrevista completa:

Que rumos tomará a educação brasileira?

Do blog do Luiz Carlos de Freitas


Qual o significado da primeira visita do novo Ministro da Educação ser justamente a uma das fundações que representam o pensamento do empresariado nacional sobre os rumos da educação brasileira?
Por que não visitou uma escola pública? (Pergunta no post do blog do Freitas).
Por que não visitou a CNTE, a ANPED, a ANFOPE, a ANPAE, o FORUMDIR ou outra entidade que tem claramente se posicionado em defesa do caráter público da escola pública?
Perguntas que precisam ser respondidas pelo novo Ministro.

Em debate a Política Curricular Nacional

No dia de hoje aconteceu um debate muito importante. Estiveram reunidos na USP educadores, pesquisadores, estudantes e outros interessados nos rumos da educação pública brasileira. No centro das discussões estava a política curricular nacional. Em breve estará disponível o vídeo do evento.